Justiça manda Danilo Gentili pedir desculpas e pagar R$ 41,8 mil a enfermeiros

Justiça manda Danilo Gentili pedir desculpas e pagar R$ 41,8 mil a enfermeiros

O apresentador Danilo Gentili foi condenado pela Justiça de São Paulo a pagar uma indenização de R$ 41,8 mil ao sindicato dos enfermeiros e, também, publicar um pedido de desculpas em suas redes sociais à classe dos profissionais de saúde.

A decisão foi tomada pelo juiz André Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível de São Paulo, que considerou que o humorista "fez uso de sua condição de pessoa pública para ofender toda uma categoria profissional", conforme publicado pelo Uol.

A ofensa referida se trata de uma postagem, via Twitter, feita por Gentili, com a seguinte frase: "Vocês sabem se existe um asilo especializado onde as enfermeiras batem umas pros véios? Essa tem sido uma preocupação minha quando penso no futuro. Existe esse tipo de serviço?".

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Na ocasião, em dezembro passado, o sindicato abriu processo contra o apresentador, pedindo uma retratação pública e o pagamento da indenização. A entidade pediu ainda que a mensagem fosse apagada das redes sociais. No entanto, ainda em dezembro, o juiz não atendeu esse pedido, pois, considerou que poderia caracterizar censura, por estar no início no processo.

Na decisão atual, para o magistrado, com a publicação, Gentili legitimou "seculares formas de opressão contra as mulheres - inseriu a profissão de enfermeira como uma função a ser ocupada por mulheres para servir sexualmente a ele, o homem branco".

Diante da condenação, além da indenização de R$ 41,8 mil, o juiz determinou que Gentili publique pedido de desculpas sob pena de lhe ser aplicada uma multa diária de R$ 1.000 reais durante 200 dias. No entanto, ainda cabe recurso.

Resposta do apresentador

Em sua defesa, Gentili afirmou à Justiça que não cometeu ato ilícito e não violou nenhum direito. Pontuou, ainda, que apenas exerceu seu direito constitucional à liberdade artística e a piada fazia referência a uma cena da comédia italiana "Feios, Sujos e Malvados", de Ettore Scola.

"Fazer piada de forma alguma permite concluir que Gentili estivesse incentivando o assédio moral e sexual contra a categoria dos enfermeiros ou que seja o responsável pela violência doméstica que existe contra as mulheres desse país", afirmou a sua defesa no processo.

Além disso, a defesa alegou que o processo "trata-se de uma absurda e inócua restrição à atividade humorística", logo, é uma tentativa de censura aberta por adversários políticos, justificando que o sindicato dos enfermeiros é ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Respostas do Sindicato e do Cofen

Em contrapartida, o sindicato negou à Justiça que o processo tenha qualquer relação com a política, e, além disso, a entidade não vê a publicação como uma piada, e sim como uma agressão à classe.

Ao mesmo tempo, em nota publicada no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a presidente da entidade, Betânia dos Santos, destacou que a decisão da Justiça delimita um marco civilizatório, de respeito à profissão.

“A Enfermagem, como outras profissões historicamente femininas, enfrenta desigualdades de gênero profundas, que se refletem na desvalorização salarial e assédio”.

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