Cofen divulga nota técnica sobre o uso de dispositivos extraglóticos

Cofen divulga nota técnica sobre o uso de dispositivos extraglóticos

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) divulgou recentemente nota técnica da Comissão Nacional de Urgência e Emergência (Conue) e do Colégio Brasileiro de Enfermagem em Emergência (Cobeem) sobre as recomendações de biossegurança no uso de dispositivos extraglóticos pelo enfermeiro no atendimento de emergência. A prática é legal e o procedimento é recomendado.

De acordo com o documento, ficam estabelecidos os equipamentos de proteção individual (EPIs) e os materiais que os profissionais de saúde devem usar, além de apresentar, de forma detalhada e por imagens, como fazer a utilização dos dispositivos extraglóticos.

Dispositivos extraglóticos são utilizados, basicamente, pelo enfermeiro ou médico para garantir segurança da via aérea do paciente em três situações: quando há obstrução da via aérea superior e o paciente não consegue respirar, quando há parada respiratória e quando há parada cardíaca e respiratória.

“São três situações de emergência principais, quando enfermeiros ou médicos precisam fazer o gerenciamento da via aérea do paciente para garantir sua sobrevivência”, destaca o enfermeiro especialista em emergência e terapia intensiva, Daniel dos Santos Fernandes, gerente de enfermagem do Samu de Belo Horizonte (MG) e coordenador técnico do curso de pós-graduação em Enfermagem do PGE.

De acordo com Fernandes, entre os principais pontos da nota técnica está respaldar de forma operacional o que uma resolução do Cofen já previa como autorização para o procedimento. “A nota técnica serve justamente para fazer a descrição técnica, explicar o passo a passo de como fazer, coisa que a resolução não fazia”.

Um aspecto importante do documento é nivelar em nível nacional como fazer o manejo dos dispositivos extraglóticos. “A nota traz como dispositivos a máscara laríngea, que já era amplamente utilizada pelos enfermeiros e está normatizado na resolução e agora operacionalizado na nota técnica; e o tubo laríngeo, que é algo que não vemos muito na prática clínica, mas com a publicação da resolução e da nota, ele pode ganhar mais espaço nas situações rotineiras diárias”, diz Fernandes.

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Segundo o enfermeiro, o tubo tem a mesma facilidade de inserção que a máscara laríngea, não requer muita tecnologia ou uso de equipamentos acessórios e tem uma inserção fácil e segura. “Ele é um pouco mais seguro do que a máscara laríngea porque vai dentro da laringe, enquanto a máscara fica bem supraglótica mesmo. Ou seja, ele é extraglote, mas está inserido em uma parte inferior da via aérea, dando um pouco mais de segurança”, explica.

A nota técnica fala também da cricotireoidostomia de emergência, um procedimento invasivo que requer técnica de punção da cartilagem cricotireoide, que fica na região do pescoço. “Por ser um procedimento invasivo que necessita de punção, ele pode ter uma série de complicações associadas. Muitas dessas complicações o enfermeiro não consegue resolver dentro da sua autonomia técnica e ética. Considero algo de última escolha para o enfermeiro, que deve ter muita maestria e habilidade para realizar esse procedimento”, adverte Fernandes.

“Assim como os demais procedimentos, a nota ressalta que o enfermeiro tem que ter treinamento específico e um protocolo para a execução dos serviços. Esse protocolo deve ser validado na Câmara Técnica do Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de sua referência”, finaliza o coordenador técnico do curso de pós-graduação em Enfermagem do PGE.

A nota técnica pode ser consultada na íntegra no site do Cofen.

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