Enfermeira é agredida por policial que não quis esperar atendimento

Enfermeira é agredida por policial que não quis esperar atendimento

Uma enfermeira da Coordenação de Emergência Regional (CER) da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, afirma ter sido agredida por um policial após pedir para que ele esperasse pelo atendimento, no último domingo (04/10).

De acordo com a profissional, enquanto ela cuidava de uma senhora em estado grave, com suspeita de Acidente Vascular Cerebral (AVC), o policial acompanhado pelo pai, que apresentava crise de asma, chegou à unidade de saúde.

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Segundo a enfermeira, o agente estava muito nervoso e ao entrar no local já começou a mostrar seu distintivo e sua arma para intimidá-la. O policial ainda teria exigido que ela deixasse a paciente idosa com AVC de lado para que o pai dele fosse atendido primeiramente.

"Aos berros, ele dizia que eu deveria atender o pai dele, que estava com muita falta de ar. Pedi que aguardasse um minuto, porque estava com outra paciente. Ele começou a gritar, me empurrou e me imprensou na parede. Eu machuquei minha mão e minha unha", revelou a enfermeira, que não revelou sua identidade, ao G1.

Ela teria pedido, então, que um maqueiro usasse uma cadeira de rodas para levar o pai do policial até a sala vermelha. No entanto, o agente da polícia teria se recusado em aguardar do lado de fora desse espaço restrito apenas aos profissionais de saúde, sobretudo, em um período de pandemia.

Após essa recusa, a profissional relata que voltou a ser agredida. "Ele me deu um soco no braço. Fiquei apavorada, com medo. É um sentimento de impotência. Eu atendia um paciente grave e estava atendendo o pai dele também. É muito ruim estar nessa situação", lamenta.

Investigações

Segundo o G1, o caso foi registrado na 16ª DP da Barra da Tijuca. Ainda de acordo com o portal, a mãe da enfermeira se diz revoltada com a situação e relata que o caso foi tratado pelas autoridades como se fosse apenas uma discussão acalorada. No entanto, na ocorrência consta crimes de ameaça, abuso de autoridade e lesão corporal.

Já o policial teria justificado em um dos depoimentos que foi vítima de injúria por parte de uma outra profissional de enfermagem.

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