Paciente com suspeita de Covid-19 agride enfermeira em UPA

Paciente com suspeita de Covid-19 agride enfermeira em UPA

Uma mulher de 34 anos com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus foi presa nesta segunda-feira (21/9) por agredir enfermeira em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Velho (RO). Profissionais de saúde têm sido vítimas de agressão durante a pandemia.

A mulher, que não teve o nome revelado, chegou à unidade de saúde exigindo atendimento imediato, pois afirmava que estaria com sintomas de Covid-19, segundo relato dos policiais militares que a prenderam, informou o site Rondoniavivo.

De acordo com os PMs, a enfermeira havia avisado que a paciente teria que aguardar chegar sua vez, haja vista que outras pessoas estavam esperando atendimento por mais tempo. Foi nesse momento que a mulher ficou enfurecida e partiu para a violência contra a funcionária pública. A suspeita agrediu a enfermeira com tapas no rosto e arranhões.

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada e prendeu a mulher em flagrante pelo crime de lesão corporal. Ela foi encaminhada para a Central de Polícia.

Agressões aumentaram na pandemia

Casos como o ocorrido em Porto Velho não têm sido incomuns na pandemia. Em Serra (ES), uma mulher também agrediu uma enfermeira porque pensava que estava com Covid-19, pois estava sentindo falta de ar. Mesmo sendo constatado que sua saturação estava normal, a paciente não acreditou e partiu para cima da profissional, segundo a Tribuna Online.

Já no Paraná um paciente de 40 anos com suspeita de coronavírus deu um soco em um médico e agrediu os enfermeiros de uma UPA em Curitiba, segundo o jornal Bem Paraná. Ele ainda cuspiu, jogou sangue e tentou morder outros integrantes da equipe médica. Os guardas municipais tiveram que algemar o paciente. A ocorrência deixou os profissionais preocupados, afinal a doença pode ser transmitida por secreção, sangue, fezes e urina.  

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Enfermeiros também foram agredidos quando prestavam homenagem aos colegas mortos pela Covid-19 na Praça dos Três Poderes, em Brasília. No dia 1º de maio eles realizavam protesto pacífico para lembrar das 55 enfermeiras mortas até então no combate à pandemia quando foram surpreendidos por um grupo de simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro, que os agrediram e ameaçaram verbalmente.

Um dos agressores era o youtuber Gustavo Gayer, que foi oficializado como candidato à prefeitura de Goiânia (GO) pelo Democracia Cristã (DM). Gayer chamou a homenagem a enfermeiros mortos pela Covid-19 de ‘fake’. Outro personagem da agressão foi o extremista Renan da Silva Sena, ex-funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos (MDH), preso em junho após atirar fogos de artifício ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

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